Existem Pessoas

Olha só o que descobri:

Existem pessoas que vivem pensando no ontem. Desenterram defuntos, vivem como zumbis de mágoas e tristezas, criam seus próprios Frankenstein, e permanecem assombrados pelos erros dos outros, ou pior, pelos seus próprios. Parecem que caminham de costas para a vida, só lêem jornais da semana passada, estão permanentemente numa sala de espera de um consultório médico folheando revistas velhas. Vidas velhas, mesmo sem nunca terem vivido plenamente. Vivem assim porque escolheram olhar para trás e lançar âncoras no passado. Não perdoam, não esquecem, ruminam, e mesmo suas conquistas são para provar alguma coisa para o passado. É o passado que as motiva, ou desmotiva, para a vida. Aliás, vida sempre pesada, rancorosa, amarga, cheias de úlceras, dores de cabeça, solidão e lágrimas.

Com erros, sejam os nossos ou os dos outros, só se aprende, não se constrói nada. O passado é uma ilustração de como não deve ser o presente nem o futuro. As feridas cicatrizam, e a cicatriz é uma lembrança do que se aprendeu, do que se viveu, mas as feridas não são a vida. Alguns se autodenominam de prudentes explicando porque estão tão fechados, mas são na verdade, medrosos, cuja única segurança está na certeza da dor, e não na possibilidade da alegria.

Existem pessoas que vivem pensando no presente. Desrespeitam o passado, zombam dele, parecem nunca ter aprendido nada, vivido nada, crescido nada. Erguem suas vidas como castelos de cartas, sem nenhum alicerce, nem qualquer perspectiva de permanência. Desconsideram o futuro com irresponsabilidade, o seu futuro e o de qualquer outra pessoa. Vivem hoje, para morrer amanhã. A busca pelo prazer e pela satisfação imediata lhes leva todos os esforços, consome energia, desgasta relacionamentos, custa caro. São como fósforos, que só se usam uma vez.

São pessoas inúteis que nada constroem de permanente. Os impulsivos, imediatistas, são cometas, ou estrelas cadentes. Duram um segundo, e já ninguém se lembra deles. Ninguém é grato a quem só pensa no presente; não há nada para agradecer. Quem vive assim tem a ilusão de que está aproveitando a vida, mas na verdade só está aproveitando o dia. E a vida, como se sabe, não é só um dia.

Existem pessoas que vivem pensando no futuro. O que vão fazer, o que vão ser, o que vão dizer, o que vão ter. Nunca têm, nunca dizem, nunca são, nunca fazem. Os olhos postos no futuro, fantasiando uma vida que não lutam por obter. Assentam-se sobre as “promessas” como quem se assenta num tapete mágico; e esperam que meras palavras os façam voar. Mas, tapete mágico, como se sabe, não existe. Trocam de sonhos como quem troca de carro, ou trocam de sonhos a cada troca de carro. Para eles o presente é só uma ante-sala do futuro, que será, esse sim, muito bom. Empenham-se pelo futuro e o preço que pagam é o presente.

A vida na fantasia do futuro é um refúgio para quem não derrama suor no presente. Seja por apatia, alienação, medo ou preguiça. O acaso só explica “teoria da evolução” e não as conquistas da sua vida.

Existem pessoas que vivem pensando no passado, no presente e no futuro. São aqueles que aprenderam com o passado, aproveitam o presente e sonham com o futuro. Sabem que o futuro será tão maravilhoso quanto sua capacidade de ordenar os ensinos do passado com os quais edificam o presente. Não desprezam nem um nem outro. Respeitam a história tanto quanto escrevem uma nova. São pessoas que não estão presas nem ao que passou, nem ao que existe, muito menos ao que ainda não veio. Esses contribuem, colaboram, edificam. Buscam a cura das suas memórias, bem como a transformação de seus sonhos em realidade. Empenham seus esforços para marcar gerações, transformar corações, empreender boas ações, construir nações.

Chamo isso de “equilíbrio temporal”, tão importante quanto o metabolismo do seu corpo, ou o conjunto de suas verdades. Mas isso não se alcança plenamente no divã do analista, nem no banco da igreja. O equilíbrio temporal é resultado de quem convive com “aquele que era, que é, e que há de ser para sempre”. A intimidade com o Eterno, e a permissão para que Ele me construa e desconstrua, é a fonte da sabedoria e do poder para conseguir lidar com o tempo, em qualquer tempo.

Bom, isso foi o que descobri. Quem sabe você descobre outras coisas…

Que o Eterno abençoe você!

Um abraço,

Rawlinson


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A Fonte

A Fonte

Rawlinson Rangel *

 Bem perto daqui, um grande grupo de gays resolveu fundar um país, uma nação, onde não seriam discriminados por sua opção sexual. Fizeram suas exigências à Pátria Mãe, que num ato de benevolência lhes concedeu território.

Estabeleceram o Governo, organizaram o Estado, escreveram as leis baseadas na liberdade do indivíduo. Criaram um Código Social, Civil, uma Constituição Soberana.

Vieram de todo o mundo homens e mulheres em busca de uma nova cidadania. Alguns vieram na expectativa de esbaldarem na promiscuidade. Outros, no entanto, trouxeram seus filhos, todos ainda crianças, na esperança de lhes dar um mundo melhor.

Com tudo organizado, a nação começou a sua História. Empregos, comércio, serviços, indústrias, professores e escolas para as crianças. E o tempo passou.

As crianças cresciam e lhes era dada a liberdade de escolha quanto à sua opção sexual. Afinal, o país era livre, assim dizia a lei. Mas elas no fundo não queriam liberdade e sim orientação, afinal, eram crianças, e crianças não escolhem, são guiadas.

Como seus pais eram gays, eles lhes ensinavam pelo exemplo, e não pelas palavras – que é exatamente como as crianças aprendem – que o correto naquela sociedade era ser gay, afinal todos faziam assim, mesmo que a legislação deixasse claro e registrado o direito à liberdade. Era o Código Moral que falava mais alto que o Código Legal.

Assim, os adolescentes, na hora dos hormônios, escolhiam, por sugestão social, seus pares do mesmo sexo. No entanto, como em toda a sociedade, uns poucos, mostravam-se rebeldes à convenção social e, para surpresa geral, começavam a se interessar pelo sexo oposto. Mas, embora não houvesse discriminação, isso não encontrava apoio dos seus colegas, nem da sociedade que havia compactuado numa direção clara. Embora a lei fosse de liberdade, a moral reforçava a tradição.

Na escola, os alunos aprenderam certa vez, que para que aconteça a procriação da espécie, é necessário um macho e uma fêmea, e que, por mais desenvolvida que estivesse a ciência, isso ainda não era possível contornar. E essa verdade os posicionou numa insistente e ansiosa dúvida que, por quase um tabu, não deveria nem ser mencionada: se nossa sociedade está envelhecendo, e as crianças são fruto de relações intersexuais, o que faremos para prosseguir levando adiante o ideal gay de liberdade?

Casais de mulheres tentaram solicitar a casais de homens que doassem suas sementes, enquanto casais de homens tentavam convencer casais de mulheres a emprestarem seus úteros. Houve3 alguns acordos e umas poucas crianças nasceram, e com elas nasceram também invejas e ciúmes das relações mais íntimas de pais que doaram sementes com mães que emprestaram úteros. Afinal, haviam se tornado genitores da mesma criança.

Os pensadores da nação perceberam que, embora seu Código Legal fosse perfeito para defender e proteger a liberdade de escolha de qualquer indivíduo, o Código Moral forçava a nação a unir-se em casais do mesmo sexo. E que, embora o ideal e a utopia tivessem sido atingidos pela moral que estabeleceram, alguns rebeldes insistiam em desobedecer a moral e as crianças só podiam nascer de um pai e de uma mãe. Ou seja, havia um Código Natural que de muito forte, contendia com a moral da tradição e com o registro da lei civil.

Aquela sociedade gay compreendeu que se quisesse ser guiada pela liberdade verdadeira, não poderia limitar a verdade pela lei nem mesmo pela moral, porque assim como eles tentaram fazer, vieram antes deles aqueles que destruíram a natureza com as mesmas considerações. Violar o meio ambiente não fez nem faz do homem um ser humano melhor, por mais livre que ele se sinta. Atacar o Código Natural gera uma reação de igual força da natureza que pode tanto ser o aquecimento global quanto a esterilidade de uma nação gay.

Assim, a sociedade da utopia da livre escolha, foi informada que seus códigos estavam sujeitos involuntariamente a um código maior, o Código Natural, que nem a tradição, nem a lei podiam mudar. Perceberam que se quisessem continuar existindo enquanto nação, eles deveriam delimitar a liberdade, respeitando o recém reverenciado Código Natural.

Mas, se a lei era fruto de seu desejo, a moral fruto de sua prática, de onde viera a ordem natural? A resposta imediata e inteligente era que do acaso não seria, pois se o acaso fosse capaz de gerar a ordem, o caos não existiria. As coincidências não ordenam as verdades. As verdades surgem da razão. Então, alguma razão deveria estar por trás do Código Natural. Eles passaram a chamar essa razão de Fonte e ao seu código fundamental chamaram Código Divino.

Assim, ao invés de simplesmente imporem suas leis, ou insistirem com sua moral, resolveram buscar na Fonte as regras mais fundamentais para a sua sociedade. A vontade egoísta e hedonista deixou de ser a base, tanto quanto a moral e a tradição. E agora, sempre que precisavam tomar uma decisão buscavam discernir qual era o Código Divino para aquela decisão. Se a lei ferisse a moral não seria aceita, se a moral ferisse o natural seria rejeitada, e se o natural era de fato verdade, então seria divino. Segundo eles, a Natureza nascia do Divino assim como a Sociedade.

A sociedade de gays passou lentamente a tolerar aqueles que preferiam obedecer ao Código Divino, e depois passou a admirá-los. As crianças voltaram a nascer em famílias de pais de gênero diverso e ainda assim eram todos livres. Compreenderam que a liberdade não está numa sociedade em que cada um faz o que quer fazer, mas sim naquela em que conhecer a Fonte  e ao seu Código Divino é o mais importante.

Um dia, sem querer, alguém chamou a Fonte de… Deus.

* Texto com direitos autorais. Favor citar a fonte e o autor ao utilizar seu conteúdo.Para maiores informações favor contatar Rawlinson Rangel em parraw@hotmail.com. Obrigado. Rawlinson Rangel é teólogo pelo Seminário Teológico Batista do Paraná e bacharelando em Administração Pública pela UEPG. É diretor do Instituto Fundamentos. Reside em Ponta Grossa no Paraná.

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As Promessas Que Deus Nos Faz

As Promessas Que Deus Nos Faz

Esboço da Palavra da Pra. Márcia Rangel – 19Dez10

Texto Básico: Mt 1.28-2.23

Verso Destacado: Mateus 1.22: Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta.

Os Herdeiros das Promessas

As promessas são dadas para pessoas como José e Maria: justos (Mt 1.19) e servos (Lc 1.38). A promessa não é dada para qualquer um, mas para pessoas que têm um diferencial diante de Deus. O Senhor conhece o coração do homem e não somente suas obras.

Não é qualquer um que vai à igreja que recebe uma promessa, mas aqueles que têm o coração correto diante de Deus, são chamados para cumprirem algo além do normal.

As promessas são diferentes de propósitos, pois todos têm propósitos de Deus para suas vidas, mas nem todos têm promessas. Promessas são específicas, claras e únicas.

Nem todas as promessas da Bíblia são para nós, assim como nem todas as promessas pra nós são pra todos. Por exemplo: a promessa de ser governador do Egito foi para José, não pra mim. A promessa de ser rei de Israel foi pra Davi, não pra mim. A promessa de dar à luz ao Salvador da humanidade foi pra Maria e José, não pra mim.

O Senhor não faz promessas a qualquer um, mas àqueles que se dispõem como servos a servir, e a caminhar em justiça. Ele não dá as suas “grandiosas e preciosas promessas” para quem não tem o caráter exigido para cumpri-las.

O Nascimento da Promessa

Uma estrebaria e uma manjedoura (Lc 2.7). O primeiro momento de uma promessa é um momento de simplicidade, de humildade. Um lugar de improviso, onde ninguém imagina que possa acontecer algo especial.

A promessa de Deus é simples, e vem num momento de simplicidade. O coração precisa ser humilde e simples para que a promessa possa nascer na sua vida. O arrogante e autosuficiente não recebe nada de Deus.

O Senhor escolhe pessoas em lugares e situações que normalmente ninguém escolheria.

A Testificação da Promessa

Mt 2.1,2.

Mesmo que sejam poucos, alguns (sábios e os pastores – Lc), ficam sabendo das nossas promessas e vêm cooperar e contribuir conosco para que a promessa possa acontecer.

A gente recebe o apoio de pessoas que vêm de outros lugares, enfrentam até mesmo críticas, para testemunharem que aquilo que Deus nos prometeu é, de fato, verdade.

A Preservação da Promessa

Mt 2.13-15

A promessa precisa de pais protetores nesta hora, que a preservem. José protegeu a promessa, ele não hesitou em ir para o Egito para guardar a promessa. Pessoas, circunstâncias, o diabo, vêm para destruir a sua promessa, e muitas vezes é preciso passar um tempo escondido até que as ameaças passem.

Esse tempo de ausência e reclusão é necessário, muitas vezes para gerar maturidade em nós. Algumas vezes precisamos proteger a promessa da nossa própria imaturidade. É um tempo de fé, perseverança e esperança.

A Revelação da Promessa

Mt 1.20-23, 2.13, 22

Toda a promessa de Deus é resultado de uma revelação. Deus precisa falar com você. Não é simplesmente ler a Palavra, achar uma coisa boa (um ministério, um dom, uma riqueza, etc…) e dizer: “Isto é pra mim”.

É preciso que o Senhor ministre ao seu espírito uma palavra rhema, palavra revelada.

E ele continuará orientando a promessa: um anjo apareceu em sonho para dizer a José que Jesus nasceria, depois sonhou que deveria ir para o Egito, depois sonhou que deveria ir para a Galiléia e não para a Judéia.

O Senhor dá a promessa e continua se revelando a fim de que a promessa seja preservada, encaminhada e alcançada.

A Oposição à Promessa

Mt 2.16

Herodes se opôs, mandou matar Jesus. Mandou matar a promessa. Muitos se posicionarão contra e até mesmo tentarão matar a sua promessa.

Existem pessoas para quem a sua promessa não interessa, e elas farão de tudo para te diminuir, te oprimir, te deter. Ou por inveja, ou por medo de perder domínio, ou poderão até mesmo serem usadas pelo diabo para que o que Deus lhe deu não se cumpra.

Resistir a essa oposição é a sua responsabilidade.

A Espera para a Promessa

Mt 2.13

Fique lá, no Egito, “até que eu lhe diga” (v.13). Não se pode apressar. É preciso esperar o tempo, a ordem, a direção e a maneira de Deus.

Quem está debaixo de promessa não age sozinho, sempre aguarda a direção e a oportunidade do Senhor que lhe deu a promessa.

Se não fizer isso, sairá debaixo da promessa e aquilo que lhe tinha sido dado não se cumprirá.

Este é o momento em que muitos desistem, pois não suportam a espera, põem a culpa em todo mundo e se afastam para buscar o que desejam.

O Engano – Injúrias e Mentiras contra a Promessa

Mt 2.8

Herodes pede para que os sábios o avisem, porque ele diz que também quer adorar o menino.

Existirão pessoas que vão se aproximar de você, com mentiras, dizendo que se interessam e que desejam participar com você do que Deus está fazendo.

Muita calma nessa hora. É preciso pedir ao Senhor discernimento para distinguir entre aqueles que foram enviados por ele e aqueles que vêm com outras intenções.

O Alcance da Promessa

Enquanto caminhamos em direção à promessa de Deus, outras promessas de Deus a outras pessoas vão se cumprindo através de nós.

A bênção respinga.

Veja Mt 2.6: a promessa cumprida em Belém de Judá.

Também foi cumprida uma palavra dada a Simeão, o ancião do templo (Lucas 2.25,26).

Assim, enquanto a promessa de Deus vai sendo cumprida pra você, outras pessoas também serão abençoadas através de você, vendo as promessas delas se cumprirem.

Deus faz uma teia, em que um depende do outro, e assim todos os seus chamados serão abençoados. Por isso ele precisa de servos fiéis e justos, que não vão desistir da promessa que receberam.

As promessas que o Senhor nos dá contribuem para a edificação do Reino. Elas são muito maiores do que você e têm um alcance que nós não conseguimos imaginar.

 

 

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Natal Com Jesus

Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9.6).

Introdução

Na semana passada vimos como é impossível termos o Natal sem Jesus. Mesmo que a cultura do nosso tempo seja secular e muito materialista, não há como deixar passar esta data sem lembrarmos do que fez o Salvador da Humanidade.

Hoje, gostaria de avaliar como é o Natal quando Jesus está conosco. É claro que não deixa de ser uma data festiva, de mobilização social, de reuniões de família, de paz mundial, e outras coisas, mas é bem mais que tudo isso. Inclusive, tudo aquilo que nos inspira e emociona nesta época tem origem em Jesus. Acho que você vai gostar de saber disso.

O texto que lemos em Isaías é uma profecia que foi liberada pelo profeta 750 anos antes de Jesus nascer. Muito tempo, né? Pois é, Isaías é um profeta especial no que diz respeito à vinda e ao ministério de Jesus. Ele fez referência ao nascimento (7.14), ao seu domínio (9.6,7), e até mesmo ao seu sofrimento (capítulo 53). Inúmeras outras passagens de Isaías nos remetem a Jesus, o Messias prometido por Deus. Estamos falando de um texto realmente inspirado por Deus e que nos ajudam a compreender a vida e a obra do Filho de Deus.

No capítulo 9 verso 6, Isaías faz uma descrição de Jesus e da qualidade de seu domínio. Eu, particularmente, gosto da primeira frase: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros”. Apresenta Jesus como um ser humano, mas que detém o governo sobre todas as coisas. Os títulos que seriam dados ao Messias são referentes ao seu ministério na Terra e na vida das pessoas. Vamos ver o que o Natal com Jesus nos provê.

Maravilhoso Conselheiro

Conselheiro maravilhoso. Com Jesus nós temos a direção certa para as nossas vidas. Ao longo da vida nós nos cercamos de muitos conselheiros, alguns bons, outros nem tanto assim. E precisamos de bastante discernimento para distinguirmos bons conselhos de maus conselhos.

Quando confiamos em Jesus e permitimos que ele nos aconselhe, sempre vamos acertar. Seus conselhos não são como outro qualquer, seus conselhos são acima da média, sobrenaturais, e vêm de quem conhece o futuro. Como é bom poder contar com a Palavra dele, já que ele conhece o futuro, então temos a certeza de que seremos bem sucedidos.

Seus conselhos vão nos levar para o bem, para o centro de sua vontade, para o amor ao próximo e a generosidade. Seus conselhos vão nos fortalecer e animar, vão nos acalmar e equilibrar. O Natal realmente vale a pena quando passamos a confiar nele de todo o coração, recebendo e obedecendo aos seus conselhos.

Deus Poderoso

Não se você já percebeu o quanto nós, seres humanos, somos frágeis? Qualquer bactéria nos derruba, um pequeno acidente e nos quebramos, uma palavra mal falada e nos ferimos, um temporal e a casa cai, o rio enche a vem a destruição. Além disso, sofremos a opressão causada pelo diabo e seus demônios, das circunstâncias contrárias à nossa vontade e além das nossas capacidades. Tão inteligentes, mas muitas vezes incapazes de lidar com os problemas da vida.

É por isso que o Messias é o Deus Poderoso. Não é um deus qualquer, um amuleto, ou uma mandinga, ou uma imagem muda, cega, surda. Também não é uma força da natureza ou um animal sagrado. É o Deus Poderoso, o Deus Forte! Esse é o nosso Deus. Ele tem todo o poder sobre o Céu e sobre a Terra, ele tem poder sobre o tempo, sobre o espaço, sobre a história das pessoas. Ele é o Senhor sobre tudo e sobre todos (Sl 24.1).

O Natal tem outro significado quando pensamos que aquele pequeno bebê, que nasceu numa manjedoura, não ficou pra sempre frágil e pequeno, mas revelou-se o Deus Forte sobre toda a humanidade. O Deus em quem podemos confiar para vencer as lutas e os problemas do dia a dia. O Deus que cura, que sara, que nos transforma, que muda situações e circunstâncias porque nos ama.

Pai Eterno

Um dos problemas do homem do nosso tempo é a falta de referencial de autoridade e paternidade. Estudos têm demonstrado que a ausência do afeto dos pais é um dos fatores predominantes na delinqüência juvenil. Muitas vezes não a ausência paterna, mas o exercício da paternidade de modo equivocado.

Isaías apresenta Jesus como o Pai Eterno, uma referência à sua insistência em nos amar com o amor mais original e puro que poderia haver, o amor daquele que gerou. Tenho percebido que muitas pessoas têm dificuldade em se relacionar com Deus porque seus pais terrenos não foram um bom modelo de graça, amor e aceitação. Muitas vezes o oposto disso.

A violência, a indiferença, a ausência paterna dos nossos lares contrastam com a proposta de amor e perdão que nos faz o Pai Eterno. O Natal passa a ter outro significado quando entendemos que acima de nossos referenciais terrenos de pai e mãe, temos o grande e eterno (pra sempre), amor de Jesus. A promessa é de suprimento, presença, instrução, disciplina, cuidado, amparo, e muito amor.

Príncipe da Paz

Você já percebeu que parece que mesmo que a humanidade evolua em tecnologia, educação, conhecimento, conquistas, descobertas, mesmo assim, não consegue ter paz? Nem a paz externa, entre pessoas e entre nações, nem a paz interna, no coração do próprio homem. O que será que está faltando?

Falta o Príncipe da Paz. Ao longo dos séculos o homem vem propondo a paz. A gente tem até prêmios pra quem consegue convencer uma boa parcela de pessoas a fazerem a paz. O desafio não é simplesmente fazer a paz entre pessoas, mas lançar alicerces de paz nos fundamentos das nações, da educação, dos valores morais e éticos que construímos. Jesus pode fazer isso.

Ele pode não apenas porque disse que pode. Mas porque fez. Ele deu testemunho do que é ser um verdadeiro pacifista. Não apático ou alienado, mas confrontando quando necessário, a fim de que valores sejam transformados para alicerçar a paz. Enquanto o coração do homem estiver repleto de egoísmo e ambições vãs, ele jamais terá paz consigo mesmo ou com os outros. Assim, a grande proposta de Jesus é mudar o coração das pessoas. Ele diz: “A boca fala do que está cheio o coração.” Não erramos ao parafrasear: “O corpo faz aquilo do que está cheio o coração”. Sempre vamos agir conforme nossos valores e desejos, por isso é preciso transformar a nossa maneira de pensar.

O Natal será diferente quando entendermos que a paz pode ser uma constante e não apenas uma celebração anual. Se permitirmos que o Príncipe da Paz reine em nossas vidas, então tudo será diferente.

Conclusão

O Natal com Jesus é além da celebração que vemos ao final de um ano. É um Natal contínuo, constante, de bom espírito, de boas ações, de generosidade e paz. Não precisamos viver isso somente nas duas últimas semanas de dezembro, mas podemos experimentar essa maravilhosa vida todos os dias do ano. O texto diz: “o governo está sobre os seus ombros”, vamos permitir que ele tenha o governo das nossas vidas. Vamos convidá-lo a ser mais do que uma lembrança e passar a ser o Senhor das nossas vidas.

Você já imaginou comemorar o Natal com o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o Pai Eterno e o Príncipe da Paz? Aí sim a celebração será inesquecível.

Deus abençoe você.

Feliz Natal!

Rawlinson Rangel

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Natal sem Jesus?

Texto: Atos 10.36

O mundo anda cada vez mais longe de Deus. Até mesmo o Natal está perdendo seu real significado, sendo substituído por uma festa de bons pensamentos e reuniões familiares. Numa loja de artigos esotéricos em Ponta Grossa vi algo bizarro, uma estátua de bruxa em tamanho real, vestida de preto, com dois dentes, e verruga no nariz, com uma vassoura de cabo torto, uma caçarola, um fogareiro, uma abóbora do Halloween nas mãos, e, pasmem, um gorro de Papai Noel. Pensei comigo “ah! É assim que ele se parece quando faz a barba e não está vestido de vermelho…”

No mundo de hoje, se você conseguir algo que o faça sentir-se bem, e aponte para uma vitória na carreira ou nas suas finanças, então: “Feliz Natal!” Nem que para isso você use uma simpatia, uma mandinga, uma reza brava, ou uma bruxa!!! Está feito: dispensamos Jesus do Natal! Afinal, já são mais de 2000 anos de bons serviços prestados, agora ele simplesmente já não é mais necessário. Ou, se for difícil afastá-lo, podemos considerar Jesus como um bom homem que tentou de tudo para fazer as pessoas serem mais felizes, não conseguiu e foi morto injustamente, e por isso ele se tornou um ícone da paz mundial, homenageado no Natal.

As pessoas acham que o que elas precisam é de uma festa universal, harmônica, ecumênica e agregadora, e que isso trará paz ao mundo. Quando, na verdade, o que precisam é que Jesus nasça em seus corações como Rei e Senhor.

Atos 10.36:

Vocês conhecem a mensagem enviada por Deus ao povo de Israel, que fala das boas novas de paz por meio de Jesus Cristo, Senhor de todos.

Mensagem Enviada Por Deus

Jesus não não é apenas um homem. Ele é uma mensagem enviada por Deus. Todas as religiões do mundo, todas, têm o impossível alvo de fazer o ser humano alcançar a Deus. No Cristianismo, entretanto, é Deus quem alcança os homens.

Já nos primeiros registros arqueológicos da presença do homem na terra, percebe-se que ele buscava o divino. A busca por Deus é uma necessidade humana desde que ele foi expulso da presença do Criador por causa da desobediência de Adão e Eva. Mas essa busca sempre foi inútil porque é impossível o impuro se purificar sozinho, o profano se santificar sozinho, o finito compreender o infinito. Deus não é alcançável pelo homem, de maneira nenhuma.

Mas, se o homem não alcança a Deus, Deus alcança o homem. E como Deus faz isso? Através de uma mensagem viva chamada Jesus. Natal não é uma festa, é uma ponte que Deus construiu por meio de seu Filho Jesus. Por isso a mensagem do evangelho não é apenas uma manchete do dia, ela é “a boa nova” de que existe um modo de estarmos mais perto de Deus, de nos relacionarmos com o Criador.

Boas Novas de Paz

Paz é o que o homem tem buscado e Cristo traz a paz. A humanidade está tentando ofuscar Jesus com uma proposta de paz sem Deus. Isso é impossível. Estamos voltando à Idade da Pedra no que diz respeito à espiritualidade. Preferimos adorar as árvores, a Mãe Terra, Gaia, os poderes e as forças da natureza, e outras coisas mais, como faziam os indoutos das primeiras civilizações. Isso é animismo, que é a primeira forma de religião. No entanto, nós já aprendemos muito sobre esses conceitos para nos deixarmos levar novamente pelo engano e retrocedermos tanto assim. Seriam como se depois de termos o celular, voltássemos a nos comunicar por sinais de fumaça.

Paz sem Jesus é ausência de conflito. Paz por meio de Jesus é a verdadeira vida. O texto diz que o evangelho são “as boas novas de paz por meio de Jesus”.  Por meio dele, através dele, por causa dele. Jamais sem ele. Jesus não é o Prêmio Nobel da Paz do ano zero. Jesus é caminho, o motivo, a ponte para a paz.

Senhor de Todos

Qual é o problema das pessoas com Jesus, já que ele veio trazer aquilo que nós mais queremos? É que ele tem que ser, necessariamente, Senhor de todos. E a maioria de nós não aceita seu senhorio. Veja o que diz os versos 42 e 43:

Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que este é aquele a quem Deus constituiu juiz de vivos e de mortos. Todos os profetas dão testemunho dele, de que todo aquele que nele crê recebe o perdão dos pecados mediante o seu nome.

Nós somos tão livres que não queremos nem saber de alguém que nos diga o que fazer. Mas, para recebermos a paz de Jesus, é necessário reconhecer que ele nos perdoou os pecados que cometemos por causa da nossa “liberdade”. Que isso de pecado é sério, e que é por causa disso que não temos mais paz. Precisamos reconhecer que se não assumirmos a nossa culpa e não aceitarmos o seu perdão, não teremos paz.

Essa exclusividade de Jesus assusta as pessoas. Mas, é simplesmente assim. Ninguém mais desceu dos céus com tanto amor, a fim de entregar a sua vida pelos pecadores. Jesus não morreu porque era um revolucionário, mas porque ele tinha planejado perdoar a nossa dívida com o Pai. Ele se ofereceu em nosso lugar e abriu o caminho da paz para todos os seres humanos que o reconhecerem como Senhor.

Isso é Natal. Sem Cristo, é impossível.

Que tal você repensar o seu conceito de Natal e permitir que Jesus seja Senhor de sua vida hoje mesmo? Passe pela ponte do Natal, por meio de Jesus, e receba a verdadeira paz de Deus em seu coração.O Bom Pastor

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Um grande dia!

A gente recebeu nesta manhã tudo o que precisa para fazer deste um grande dia. Vc tem vida, força, esperança, criatividade e a companhia do Senhor. Misture tudo isso e faça um escudo protetor contra todas as investidas dos pessimistas e fracassados. Porque, se você parar pra pensar, um dia é a batalha dos que não conseguiram contra os que querem conseguir.

Não se deixe levar por aquilo que os outros falam ou pensam. Vc é responsável por tudo o que quiser alcançar. Trabalhe, dedique-se, faça o que tem que fazer e conte com a inspiração e a gostosa presença do Espírito do Senhor. Não é fácil, mas é por isso mesmo que a recompensa será mais saborosa.

Mais um detalhe, não fique se lamentando pelo que vc é ou deixa de ser. Se vc sabe que precisa mudar em alguma área, mude. Pare de reclamar e faça as coisas como devem ser. E não culpe ninguém. A parada é com vc mesmo! Faça um grande dia!

Abraços, Rawlinson.

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O Caminho é de Renúncia

Olá.
 
A compreensão dos designios do Senhor é impossível. Aliás, quanto à sua vontade não nos é pedido outra coisa senão a submissão. Mesmo que incompreensível, indesejada e incômoda, só a submissão é requerida. Nenhum questionamento, nenhuma avaliação de risco, nenhuma sugestão. Só submissão. Reclamações podem até ser ouvidas, mas certamente sem diferimento. Só submissão. E quanto maior a resistência maior a dor, o sofrimento, o deserto. Não temos saída. Se queremos o mais elevado, o perfeito, o bom e o agradável, o caminho é de renúncia.
 
 "Seja feita a tua vontade assim na Terra como no Céu"! E quais as consequências dessa súplica? Descobri: ela é fatal! Observe a letalidade da oração do "Pai Nosso":
1) "Venha a nós o teu Reino" – Acabou-se o nosso domínio.
2) "Seja feita a tua vontade" – Acabou-se o nosso desejo.
3) "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje" – Fim da auto-suficiência e início da dependência total.
4) "Perdoa-nos… assim como nós perdoamos" – Fim do direito de indignação.
 
Bem que o Senhor nos avisou: "no dia em que vocês comerem do fruto, certamente morrerão". Embora a redenção seja fruto da graça e somente dela, a morte ainda é a única opção. "Quem quiser salvar a sua vida, irá perdê-la. Mas quem perder a sua vida, por amor a mim, irá achá-la". Para que a graça atue sobre nós, temos que rejeitar o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Essa rejeição se dá através da obediência total. Isto é, morte da nossa vontade. "Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me". Siga-me para onde? Para o Pai. Em que caminho? O da cruz.
 
Isso quer dizer que Deus quer coisas ruins para nós? Em absoluto! Ele apenas não quer o que nós queremos para nós mesmos. Tudo o que podemos desejar é filtrado pelos olhos do conhecimento do bem e do mal. Raramente pelo filtro da vida. Tudo o que ele pode desejar para nós é resultado de seu amor e bondade. Da verdadeira vida.
 
Isso é bem diferente do cristianismo que temos visto por aí, não é? É porque esse tipo de mensagem é contraproducente. Não dá Ibope. Não tem atração. Fazer o que? Se a porta é estreita, o caminho também o é.
 
Até mais.
Rawlinson 
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