A Fonte

A Fonte

Rawlinson Rangel *

 Bem perto daqui, um grande grupo de gays resolveu fundar um país, uma nação, onde não seriam discriminados por sua opção sexual. Fizeram suas exigências à Pátria Mãe, que num ato de benevolência lhes concedeu território.

Estabeleceram o Governo, organizaram o Estado, escreveram as leis baseadas na liberdade do indivíduo. Criaram um Código Social, Civil, uma Constituição Soberana.

Vieram de todo o mundo homens e mulheres em busca de uma nova cidadania. Alguns vieram na expectativa de esbaldarem na promiscuidade. Outros, no entanto, trouxeram seus filhos, todos ainda crianças, na esperança de lhes dar um mundo melhor.

Com tudo organizado, a nação começou a sua História. Empregos, comércio, serviços, indústrias, professores e escolas para as crianças. E o tempo passou.

As crianças cresciam e lhes era dada a liberdade de escolha quanto à sua opção sexual. Afinal, o país era livre, assim dizia a lei. Mas elas no fundo não queriam liberdade e sim orientação, afinal, eram crianças, e crianças não escolhem, são guiadas.

Como seus pais eram gays, eles lhes ensinavam pelo exemplo, e não pelas palavras – que é exatamente como as crianças aprendem – que o correto naquela sociedade era ser gay, afinal todos faziam assim, mesmo que a legislação deixasse claro e registrado o direito à liberdade. Era o Código Moral que falava mais alto que o Código Legal.

Assim, os adolescentes, na hora dos hormônios, escolhiam, por sugestão social, seus pares do mesmo sexo. No entanto, como em toda a sociedade, uns poucos, mostravam-se rebeldes à convenção social e, para surpresa geral, começavam a se interessar pelo sexo oposto. Mas, embora não houvesse discriminação, isso não encontrava apoio dos seus colegas, nem da sociedade que havia compactuado numa direção clara. Embora a lei fosse de liberdade, a moral reforçava a tradição.

Na escola, os alunos aprenderam certa vez, que para que aconteça a procriação da espécie, é necessário um macho e uma fêmea, e que, por mais desenvolvida que estivesse a ciência, isso ainda não era possível contornar. E essa verdade os posicionou numa insistente e ansiosa dúvida que, por quase um tabu, não deveria nem ser mencionada: se nossa sociedade está envelhecendo, e as crianças são fruto de relações intersexuais, o que faremos para prosseguir levando adiante o ideal gay de liberdade?

Casais de mulheres tentaram solicitar a casais de homens que doassem suas sementes, enquanto casais de homens tentavam convencer casais de mulheres a emprestarem seus úteros. Houve3 alguns acordos e umas poucas crianças nasceram, e com elas nasceram também invejas e ciúmes das relações mais íntimas de pais que doaram sementes com mães que emprestaram úteros. Afinal, haviam se tornado genitores da mesma criança.

Os pensadores da nação perceberam que, embora seu Código Legal fosse perfeito para defender e proteger a liberdade de escolha de qualquer indivíduo, o Código Moral forçava a nação a unir-se em casais do mesmo sexo. E que, embora o ideal e a utopia tivessem sido atingidos pela moral que estabeleceram, alguns rebeldes insistiam em desobedecer a moral e as crianças só podiam nascer de um pai e de uma mãe. Ou seja, havia um Código Natural que de muito forte, contendia com a moral da tradição e com o registro da lei civil.

Aquela sociedade gay compreendeu que se quisesse ser guiada pela liberdade verdadeira, não poderia limitar a verdade pela lei nem mesmo pela moral, porque assim como eles tentaram fazer, vieram antes deles aqueles que destruíram a natureza com as mesmas considerações. Violar o meio ambiente não fez nem faz do homem um ser humano melhor, por mais livre que ele se sinta. Atacar o Código Natural gera uma reação de igual força da natureza que pode tanto ser o aquecimento global quanto a esterilidade de uma nação gay.

Assim, a sociedade da utopia da livre escolha, foi informada que seus códigos estavam sujeitos involuntariamente a um código maior, o Código Natural, que nem a tradição, nem a lei podiam mudar. Perceberam que se quisessem continuar existindo enquanto nação, eles deveriam delimitar a liberdade, respeitando o recém reverenciado Código Natural.

Mas, se a lei era fruto de seu desejo, a moral fruto de sua prática, de onde viera a ordem natural? A resposta imediata e inteligente era que do acaso não seria, pois se o acaso fosse capaz de gerar a ordem, o caos não existiria. As coincidências não ordenam as verdades. As verdades surgem da razão. Então, alguma razão deveria estar por trás do Código Natural. Eles passaram a chamar essa razão de Fonte e ao seu código fundamental chamaram Código Divino.

Assim, ao invés de simplesmente imporem suas leis, ou insistirem com sua moral, resolveram buscar na Fonte as regras mais fundamentais para a sua sociedade. A vontade egoísta e hedonista deixou de ser a base, tanto quanto a moral e a tradição. E agora, sempre que precisavam tomar uma decisão buscavam discernir qual era o Código Divino para aquela decisão. Se a lei ferisse a moral não seria aceita, se a moral ferisse o natural seria rejeitada, e se o natural era de fato verdade, então seria divino. Segundo eles, a Natureza nascia do Divino assim como a Sociedade.

A sociedade de gays passou lentamente a tolerar aqueles que preferiam obedecer ao Código Divino, e depois passou a admirá-los. As crianças voltaram a nascer em famílias de pais de gênero diverso e ainda assim eram todos livres. Compreenderam que a liberdade não está numa sociedade em que cada um faz o que quer fazer, mas sim naquela em que conhecer a Fonte  e ao seu Código Divino é o mais importante.

Um dia, sem querer, alguém chamou a Fonte de… Deus.

* Texto com direitos autorais. Favor citar a fonte e o autor ao utilizar seu conteúdo.Para maiores informações favor contatar Rawlinson Rangel em parraw@hotmail.com. Obrigado. Rawlinson Rangel é teólogo pelo Seminário Teológico Batista do Paraná e bacharelando em Administração Pública pela UEPG. É diretor do Instituto Fundamentos. Reside em Ponta Grossa no Paraná.

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14 respostas para A Fonte

  1. Excelente conteúdo, Graças a Deus que ainda existem pessoas como você, inspiradas pelo Espírito Santo, para levar uma sociedade decaída a pensar…. louvado seja Deus pela sua vida!

    • rawporto disse:

      Olá Losi.
      É verdade, só o Senhor mesmo para nos ajudar a pensar.
      Passe adiante e vamos orar para que mais gente leia e por obra do Senhor mude de vida.
      Um abraço.
      Nos vemos no culto.
      Ah! A feijoada estava maravilhosa. Agradeça à Luci.

  2. Nelson disse:

    Olá Pastor!
    Simplesmente genial o seu texto.
    Parabéns!
    Com sua permissão, gostaria de passá-lo adiante.
    Abraço.
    Nelson e sueli.

  3. Cefas disse:

    Olá Pr. muito bom e verdadeiro seu texto, o criador não se enganou, nem se enganaria na criação
    Macho/fêmea. sem esse principio não há sociedade que permaneça.
    Um abraço,
    Cefas

  4. Pr. Elton Rangel disse:

    Excelente! Gostei da sua manera de apresentar o assunto. Parabens! Estou seguro de que será muito util para todos. Que o Senhor continue usando a sua preciosa vida. Um forte abraço,

    Pr. Elton Rangel

  5. Elton JR disse:

    Muito bom! Parabéns! Eu sabia que o meu irmão tinha futuro!!! Abração, mano.

  6. Manú disse:

    Realmente, Deus foi mais do que claro ao criar HOMEM E MULHER e pra não haver nenhuma dúvida ele deixou para criar a mulher quando Adão sentiu a necessidade de uma companheira.
    Deus é claro em seus valores!! Mas, o mundo pela falta de Deus busca preencher o coração com o hedonismo desenfreado e isso leva a essa loucura que assistimos hoje.

    Parabéns pelo texto, pastor. Vou divulgar. Escreva mais. Abç, bjo na pra. Márcia por mim.
    Manú

  7. Gerson vinticinco disse:

    OLÁ meu amigo Pastor , tô com saúdades, muito interessante isso tudo relatado e colocado, com o passar dos anos esse pais iria deixar de existir, não tem como haver criação entre o mesmo sexo, somente macho e femea.
    Valeu Pastor
    abraços
    Gerson xxv

    • rawporto disse:

      Olá meu amigo Gerson.
      Também estou com saudades.
      Acho que esse texto mostra o quanto é frágil uma sociedade criada sem a base divina, e que no final, todos terão que correr mesmo é para Deus.
      Que bom que vc gostou.
      Um grande abraço pra vc e para a família.

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